Enviado por: Prof. José Puga
Entrevista
1.Porque escolheu ser pescador?
Porque, quando eu era jovem, quase todos iam para o mar. Os meus avós foram pescadores, os meus pais eram pescadores e os irmãos também. Por razões económicas.
2. O que o atraiu no mar?
Eu gostava de andar no mar. É deslumbrante ver o nascer e o pôr-do-sol. Nos dias de tempestades era maravilhoso ver como o mar ficava tranquilo passadas duas a três horas. Parecia que nada tinha acontecido.
3. O que o entusiasmou para seguir esta actividade?
Decidi ser pescador, desde a infância, porque era uma via de trabalho mais fácil, e aos 6 anos já andava entre os peixes nas docas.
4. Houve alguém que o influenciou?
Quem me influenciou foram os pais, avós, a família em si… porque eram do mar e vivia numa zona onde todos eram pescadores.
5.Teve alguma preparação ou ajuda?
Tinha que saber ler, escrever e nadar. Quando era miúdo, da vossa idade, já sabia nadar. Tinha que me safar na água e, assim, aprendi.
6.Estava nervoso no seu primeiro dia de trabalho?
Já lá vai há muitos anos. Ainda me lembro como se fosse hoje. Fui fazer o exame da 4ª classe e não passei, pois sou muito activo, mas bastante nervoso. Quando cheguei a casa disse: ”Mãe, eu vou para o mar, porque não passei de classe”. Não ia nervoso pois já sabia há muito tempo que ia para o mar, por isso já estava preparado.
7.Que tipo de pesca fazia (instrumentos, técnicas, espécies)?
Fazia todo o tipo de pesca, pesca à linha, pesca com rede.
8.Quais os locais por onde pescou?
Pesquei em Viana e noutras partes do país como Peniche, Sines… e fui à pesca do bacalhau no Canadá que era mesmo uma escravidão, com temperaturas a 25º abaixo de zero, onde até as “barbas e o pingo do nariz congelavam”.
9.Viveu alguma aventura especial no mar?
Vivi, numa noite de Natal, nos Açores com o barco aportado. Havia uma tempestade tão grande onde o mar estava terrivelmente violento e que pegou em contentores de 20 ou 30 toneladas como se fossem uma folha de papel. Nesse dia tivemos que sair para o mar. Pensei em toda a minha família, e que talvez não regressasse. Foi um dia muito marcante para mim.
10.Enfrentou alguma tempestade enquanto pescou?
Pesquei debaixo de muitas tempestades, principalmente na pesca do bacalhau, mas nunca perdemos o controlo da situação.
11.Quantos anos foi pescador?
Andei 40 anos no mar. Fui pescador durante 20 e andei, também, 20 anos na marinha mercante.
12.Que outros proveitos teve da sua actividade? (contactos com outras pessoas, paisagens, culturas, costumes e usos).
Gostei de ir a África, pois não conhecia nada de África. Fiquei muito impressionado com o que vi. Foi depois do 25 de Abril. Gostei da cultura, porque eram umas pessoas simples. Era um paraíso… Nos últimos 9 anos andei nos Açores e na Madeira. Gostei muito dos Açores, pois as pessoas são muito humildes. Lembro-me das várias pronúncias, umas mais fáceis de perceber do que outras, mas ainda há algumas palavras que ainda, hoje, não percebo.
13.Ser pescador é uma profissão especial? É duro…?
É bastante duro, mas é especial, quem vai ao mar gosta. Os que vão ao mar têm que gostar muito. É uma sensação fantástica. O simples puxar o peixe, nós a puxar para cima e o peixe para baixo, nós à espera de um peixe e sai outro. Verificar a beleza dos peixes é fantástico.
14.Sente-se uma pessoa feliz com a actividade que desenvolveu?
Sinto-me feliz por ter desenvolvido a actividade. Fiz muitos amigos por onde passei. Por onde passava toda a gente me chamava Sr. Manuel.
15.Se fosse hoje, escolheria a mesma profissão?
Talvez não, não é por uma questão monetária, mas o pescador é um trabalhador não assalariado. “Se não apanhar peixe, não ganha”. A reforma de pescador também é pequena. Por isso, não é muito alucinante seguir essa profissão.
Curiosidades:
Pescou uma navalha encaixando o anzol na argola.
Pescou bacalhaus com várias ferramentas no seu interior.
O país que mais gostou de visitar foi São Tomé e Príncipe, onde a água era tão límpida que se viam os peixes a 30 m de profundidade.
O espadarte foi o maior peixe que pescou.
A sua recordação mais especial do mar é uma concha de uma vieira.
Enviado por: Prof.ª Eugénia Alves
A 26 de Abril de 2011 o mundo assinala 25 anos sobre o pior desastre nuclear da história, que ocorreu em Chernobyl, actual Ucrânia. 
Os 25 anos de Chernobyl coincidem com o momento em que o terramoto no Japão e os seus efeitos na central de Fukushima reacendem o medo de um possível apocalipse provocado pela energia nuclear. Chernobyl tornou-se um sinónimo de catástrofe ambiental e a imagem de pesadelo do que pode acontecer quando alguma coisa corre mal numa central nuclear.
O que aconteceu em Chernobyl?
Na madrugada de 26 de Abril de 1986, um grupo de técnicos da central nuclear de Chernobyl levava a cabo um teste no reactor número quatro. Aproveitaram o facto de o reactor ter sido desligado para tarefas de manutenção. Mas um aumento imprevisto da energia de saída e da potência do reactor despoletou duas explosões e o lançamento de material radioactivo para o exterior. O reactor foi destruído e um jacto do material radioactivo foi projectado a uma altura de um quilómetro. Parte deste material caíu na zona em redor da central, mas uma parte foi levada pela atmosfera e chegou a atingir a Europa ocidental.
Relatórios posteriores atribuíram a culpa do acidente à má concepção do reactor, à falta de uma cultura de segurança e a erros técnicos dos operadores.
Um trabalhador morreu na explosão. Pensa-se que o seu corpo nunca foi recuperado. Outro morreu horas mais tarde no hospital, devido aos ferimentos. Um grupo de 14 bombeiros chegou poucos minutos depois para combater o fogo e mais dezenas nas horas seguintes, sendo expostos a doses anormalmente elevadas de radiação.
Vinte e oito das pessoas envolvidas nas operações de salvamento e trabalhadores da central morreram de Síndrome Agudo de Radiação nas semanas seguintes.
Mas as autoridades soviéticas calaram o desastre durante três dias, com a agência oficial TASS a reportar o acidente de Chernobyl apenas a 28 de Abril, depois de a central nuclear Forsmark, na Suécia, ter reportado níveis anormais de radiação na atmosfera.
Em Kiev, capital da Ucrânia, a vida prosseguia normalmente. Os que tentaram fugir foram acusados de se deixarem levar pelo pânico e só a 15 de Maio é que as mães e as crianças foram autorizadas a procurar refúgio. Gorbachov, que na altura corria o mundo a apregoar a sua política de abertura e transparência, só comentou publicamente o assunto a 14 de Maio.
Só em Outubro é que os técnicos russos conseguiram terminar um sarcófago - um abrigo de cimento - que permitiu parar as fugas radioactivas e manter os restantes reactores em funcionamento.
Após anos de pressão internacional, a Ucrânia, já país independente, fechou finalmente a Central Nuclear de Chernobyl no ano 2000. O sarcófago continua no mesmo lugar, mesmo já fora do prazo, e entretanto começaram os trabalhos para o substituir.
O impacto do desastre
O número de mortos é discutido até hoje - a cada ano, são registados novos casos. As pessoas que vivem perto da zona de exclusão na Ucrânia ainda sentem os efeitos da radiação. Muitos dos que intervieram nas operações de salvamento - os chamados liquidadores - foram severamente afectados, e reclamam da pouca compensação que recebem do Estado para fazer face às suas despesas de saúde. Algumas estimativas, que têm o apoio do comité da ONU para os temas nucleares, dizem que apenas algumas dezenas de mortes podem ser atribuídas a Chernobyl. Mas associações ambientalistas dizem que o número sobe às dezenas de milhares.
Chernobyl 25 anos depois Foto@EPA/Sergei Chirikov
Uma mulher russa deixa flores na campa do seu único filho, na Rússia, uma das milhares de vítimas da maior tragédia nuclear da História.
(adaptado de SAPO notícias, 26 de Abril de 2011)
Enviado por prof.ª Andrea Feijó
Enviado por: Prof.ª Ana Ferreira
A “culpa” é dos receptores sensoriais que temos nas pontas dos dedos. As mulheres tendem a ter mãos mais pequenas que os homens e, por isso, os sensores que identificam as texturas estão mais concentrados e são mais poderosos. A descoberta foi feita por um grupo de investigadores da Universidade de Ontário, no Canadá. O segredo está nas mãos pequenas e, por isso, esta sensibilidade mais apurada pode também ser partilhada pelos homens que, ao contrário do que é geneticamente habitual, tenham mãos tão ou mais pequenas que as das mulheres. Para compreender porque é que os sexos têm diferentes sensibilidades nos dedos, os investigadores começaram por medir a ponta do dedo indicador de 100 estudantes da Universidade de Ontário. A capacidade táctil foi testada premindo progressivamente uma série de sulcos paralelos contra as pontas dos dedos, teste do tacto equivalente à escala optométrica (tabela com letras de diferentes tamanhos usada pelos oftalmologistas).
Enviado por: Andrea Feijó
O CENTRO DE MONITORIZAÇÃO E INTERPRETAÇÃO AMBIENTAL (CMIA)
APRESENTA A EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA - MUSEU DE BORBOLETAS
Esta exposição é a reconstituição de um ambiente típico de museu de história natural dedicado ao estudo das borboletas.
O elemento central é um grande armário típico das salas de coleções entomológicas, com uma série de gavetas que contêm todos os elementos necessários a este tipo de investigação: exemplares de borboletas, um monitor com vídeo a ensinar a preparar uma borboleta, ilustrações científicas, material entomológico, etc.
O Projecto Eco-Escolas, que tem colaborado com o Centro de Conservação de Borboletas em Portugal participando em contagens de exemplares, convida a comunidade escolar a descobrir esta exposição até ao dia 11 de janeiro.
Exposição produzida pela TAGIS - Centro de Conservação de Borboletas em Portugal - do Museu de História Natural
Enviado por: Prof. Ana Ferreira
Trabalho realizado por: Pedro Santos, nº12, 8E
Esta doença chama-se Parkinson, devido a James Parkinson que se dedicou a estuda-la. O símbolo da doença de Parkinson é a tulipa James Parkinson.
O Parkinson é uma doença crónica e degenerativa que afecta os reflexos e o movimento.
O cérebro é composto por três substâncias, uma delas a DOPAMINA, que é a responsável pelos movimentos. O Parkinson consiste na falta desta substância. Uma “ordem” dada pelo cérebro para se realizar um movimento, tem dificuldade em chegar ao destino, torna-se mais lenta, afectando o sistema motor. Isto leva a tremores, rigidez muscular, a que os movimentos que o corpo faça sejam mais lentos, instabilidade postural e que a marcha seja cada vez mais lenta.
Não há cura, mas a fisioterapia, a pratica desportiva e se o doente tiver com quem “brincar” e conversar, ou seja, se não se isolar vai proporcionar uma melhor qualidade de vida. Há uma operação que se pode fazer, que não a “mata” mas devolve muita qualidade de vida.
O Dia Mundial dos Doentes com Parkinson é no dia 11 de Abril, dia do aniversário de James Parkinson e começou a ser comemorado em 1997, ano em que saiu a Carta dos Direitos dos Doentes de Parkinson.
Para mais informações pode ir:
Enviado por: Cristina Ferreira
Trabalho realizado por: Afonso Pinho Lourenço Ano: 5º C Nº: 1
O toirão (nome científico Mustela putorius) é um pequeno mamífero carnívoro que habita por todo o território continental português. Pode também ser conhecido pelo nome de tourão (espécie selvagem) ou furão (espécie doméstica). Identificação O toirão ou tourão é um carnívoro. Tem o corpo alongado e cilíndrico e as patas curtas. A cabeça é achatada e as suas orelhas são pequenas e arredondadas.
Características:
Revestimento
O corpo do mamífero toirão é coberto por pêlos, sendo a cor destes a característica que mais rapidamente os identifica. O dorso é castanho-escuro, os flancos são claros, a barriga quase negra e a cauda é escura. Possui uma mancha branca à volta da boca e do queixo e outra entre os olhos e as orelhas, que também têm a extremidade branca. A pelagem é lisa, densa e macia, e a cauda tufada. Locomoção O tipo de locomoção do toirão é a corrida, apoiando as extremidades dos seus membros no solo. Porque se apoiam nos dedos, são do tipo digitígrados.
Alimentação
O toirão é omnívoro mas o seu regime alimentar é principalmente composto por carne, sendo quase insignificante o consumo de vegetais e de frutos. Costuma alimentar-se de lebres e coelhos e mais raramente de pequenas aves, rãs e peixes.
Este animal faz reservas de alimento quando captura mais presas do que aquelas que necessita para comer imediatamente. Nesta situação pode ficar a descansar, por longos períodos de Inverno, na sua toca. As tocas têm pelo menos uma câmara de dormida e outra de armazenamento de alimento.
Reprodução
A reprodução do toirão é do tipo sexuada, onde intervêm dois exemplares de sexos diferentes. A fase da atracção sexual e o acasalamento é entre Março e Abril, mas este período pode alterar consoante o clima. Os machos são bastante maiores que as fêmeas. São poligâmicos e cobrem todas as fêmeas que os aceitam. A gestação dura 41 a 42 dias e as crias nascem entre Abril e Junho. Podem nascer entre 1 e 12 crias, mas geralmente nascem entre 3 e 7. As crias deixam de mamar no final do primeiro mês e tornam-se independentes aos 3 meses.
As fêmeas atingem a maturidade sexual aos 10 meses e os machos entre os 10 e os 11. Pode viver até aos 14 anos em cativeiro, mas em liberdade não ultrapassa usualmente os 5 anos. Curiosidade
O toirão costuma fazer reservas de rãs no Inverno. Morde-lhes na base do crânio de maneira a que fiquem paralisadas, mas não morrem. Assim, consegue mantê-las frescas por longos períodos.
Fontes de consulta/Bibliografia
Internet
Orr, Richard, Ver por dentro a natureza, Edições Verbo
Sales, Anabela, Portugal, Isabel e Amorim, José Augusto, Clube da Terra, Edições Texto
Enviado por: António Morais
Junto à aldeia da Castanheira (freguesia de Albergaria da Serra- 146 habitantes), no limite sul do concelho de Arouca, ocorre aquele que é, o mais conhecido fenómeno geológico da Arouca, as pedras parideiras. Trata-se de um pequeno (1000 x 600 m) afloramento de granito com abundantes nódulos discóides e biconvexos de biotite, que se libertam da rocha-mãe por termoclastia, acumulando-se no solo
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Bloco do granito nodular da Castanheira, popularmente célebre como a pedra parideira de Arouca. Note-se que os nódulos não descolam na totalidade antes deixando um baixo relevo com as camadas externas.
Os nódulos, de 1 a 12 cm de diâmetro, tem a mesma composição mineralógica do granito, pois embora constituídos exteriormente apenas por biotite, possuem um núcleo de quartzo e feldspato potássico.
Este tipo de granito é único em Portugal e raro no mundo. O granito da Castanheira é considerado uma "anomalia" do granito da Serra da Freita. Em 1993, três geólogos do Reino Unido publicaram um estudo sobre a génese deste granito. Concluíram que a sua formação terá ocorrido devido à separação, na fase final da cristalização magmática do granito da Serra da Freita, de um fluido cloretado rico em voláteis. No processo ter-se-à gerado um gradiente químico na interface magma / bolha de voláteis, que favoreceu a complexação e a mobilização de ferro do magma residual. A bolha, menos densa que o magma, terá ascendido, ficando como que a flutuar no tecto desta porção da câmara magmática.
Caso pretendas observar amostras destas formações rochosas deves-te dirigir à sala de ciências a falares com o teu professor.
Enviado por: Andrea Feijó ![]()
Os musgos são os maiores representantes do grupo das briófitas.
O que distingue as briófitas dos outros grupos de plantas é o facto de não possuírem os tecidos condutores das plantas vasculares e o seu ciclo de vida apresentar uma alternância de gerações, em que o gametófito constitui a fase evidente e dominante enquanto que o esporófito é muito mais pequeno e nutritivamente dependente do gametófito.
Os musgos, surgiram na Terra há cerca de 350 milhões, são plantas chamadas pioneiras porque a sua actividade sobre as rochas provoca uma erosão que permitirá a instalação de plantas mais complexas e, mais tarde, o solo agrícola
E o quem tem isto a ver com o Natal? Vejamos…
A variedade de musgos existentes no nosso país está a diminuir de forma significativa tendo já desaparecido algumas espécies devido, principalmente, à má gestão florestal: incêndios, plantação de espécies não autóctones, utilização de pesticidas, por exemplo. A utilização massiva de musgos na época natalícia para a montagem de presépios cria uma comercialização ilícita que se baseia no arranque desorganizado e, frequentemente roubado, de extensos tapetes de musgos. Na Venezuela, o comércio de musgos foi proibido, por cinco anos, com a intenção de proteger, conservar e restaurar estas espécies e a biodiversidade dos ecossistemas e prevenir a erosão dos solos e a manutenção do regime hídricos das bacias.
O Projecto Eco – Escolas apela à comunidade escolar para, nesta época natalícia, não utilizarem musgos nas decorações e construções de presépios e, se já o fizeram, quando desmontarem depositem os musgos, mesmo aparentemente secos, num terreno de preferência, húmido e sombrio. Pequenas partes dos musgos que sobrevivam serão capazes de originar novas plantas e os esporos, pacientemente, esperarão muito tempo até encontrarem condições para poderem germinar.
Este Natal, dê um presente à biodiversidade: proteja os Musgos.
Enviado por: Lourenço Miguel Cancela Ferreira da Silva
Nº 14 – 7º A
Além do Sol e dos planetas, o Sistema Solar contém muitos corpos mais pequenos como: asteróides, meteoros e cometas.
Os cometas constituem membros relativamente pouco importantes no Sistema Solar. São astros constituídos por poeiras, gases que solidificaram e gelo. Descrevem órbitas elípticas muito alongadas e bastante inclinadas em relação ao plano de órbita da Terra.
Um cometa típico é constituído por três partes principais: o núcleo, a cabeleira e a cauda. A maior parte da massa do cometa está concentrada no núcleo, que compreende uma mistura de gelo e neve de diversas matérias congeladas, em conjunto com uma grande porção de poeira. Da vaporização da matéria do núcleo resulta a aparição da cabeleira. Este processo inicia-se, geralmente, quando um cometa se encontra a cerca de 400 milhões de quilómetros do Sol. Quando, na sua órbita, estão mais longe do Sol, os cometas são pequenas bolas escuras cujo diâmetro não excede os 15 Km.
À medida que se aproximam do Sol, o calor que libertam provoca a ebulição de materiais que constituem o núcleo. O núcleo fica rodeado de auréola de gases que formam a cabeleira. Gases e poeiras, empurrados pelo vento solar, vão originar as caudas que se estendem por milhões de quilómetros.
Cometa Halley
Quando os cometas estão mais próximos do Sol tornaram-se visíveis e são muito brilhantes por reflectirem a luz que dele recebem.
A maior parte dos cometas forma várias caudas, constituídas por poeira e plasma, e que apontam sempre em sentido contrário ao do Sol, impelidas para o exterior pelas partículas do vento solar. Chegam a alcançar comprimentos dez vezes superiores aos dos seus semelhantes de poeira.
Classificação dos cometas
Os cometas são classificados segundo os seus períodos orbitais.
Os cometas de curto período têm períodos que vão de 3 a 25 anos.
Os cometas de período intermédio têm períodos entre 25 a 200 anos. O exemplo mais notável é o cometa de Halley, o mais conhecido e provavelmente o mais observado de todos os tempos. Tem um período de 76 anos. A última vez que foi visto a aproximar-se da Terra foi em 1986.
Os cometas de longo período têm órbitas muito alongadas que os levam até 10000 unidades astronómicas do Sol. Foram observados cerca de 450 casos, na sua maioria brilhantes e espectaculares.
A origem dos cometas
Em 1950, Jan Oort apresentou a teoria de que um grande número de cometas tem origem numa vasta nuvem esférica que rodeia o Sistema Solar. Os cometas são libertados da nuvem e impelidos em direcção às regiões interiores do Sistema Solar pelas perturbações gravitacionais das estrelas em passagem.
Bibliografia:
ENCICLOPÉDIA DO CONHECIMENTO CIÊNCIA E TECNOLOGIA – O Universo, Resomnia Editores
Webgrafia: